Litíases Ureterais

Litíases Ureterais

Atualmente a obstrução ureteral unilateral ou bilateral é uma afecção comum na medicina felina com grande dificuldade de resolução clínica.

A principal causa de obstrução ureteral em gatos é a ureterolitíase com prevalência de mais de 70%. Outras causas incluem a estenose ureteral (congênita ou adquirida), neoplasia, ureter circuncaval, tampão purulento ureteral e coágulos solidificados (Zaid et al., 2011;Horowitz et al., 2013; Berent et al., 2014).

Dos vários tipos de cálculos que podem ser encontrados, os de oxalato de cálcio são mais comuns no trato urinário superior de felinos, sendo relatado em 87% dos casos em trabalho realizado por Kyles et al. (2005). Sua causa ainda não está totalmente elucidada, entretanto Pimenta et al. (2014) citam que existe associação com a doença renal crônica, uma vez que em seu estudo, 65,27% dos gatos com doença renal apresentaram litíase renal e/ou ureteral.

Na grande maioria dos casos, no momento do diagnóstico, o paciente já apresenta injúria renal de moderada a grave e se encontra em algum estágio de doença renal crônica. No momento do diagnóstico 95% dos gatos com obstrução ureteral estão azotêmicos (Berent et al.,2014).

O exame radiográfico auxilia na avaliação do tamanho dos rins, presença e quantidade de cálculos ureterais e renais, acometimento unilateral ou bilateral.

Na ultrassonografia, as principais alterações encontradas são hidronefrose, hidroureter e visualização de cálculos renais e ureterais, bem como suas medidas e localização. A hidronefrose e hidroureter foram características marcantes encontradas neste caso, e esses achados estão presentes em 100% dos gatos com obstrução ureteral submetidos a ultrassonografia abdominal (Kyles et al., 1998; Horowitz et al., 2013; Berent et al., 2014).

Retirado de: Santos, C. R. G. R., Lima e Silva, S., Cavalcanti Júnior, A. R., Carrasco, L. P. S., Moreira, C. M. R., & Souza, H. J. M. (2017). Uso de glucagon no manejo de obstrução ureteral em um gato com doença renal crônica: relato de caso. Brazilian Journal of Veterinary Medicine, 39(4), 292-299. doi: 10.29374/2527-2179.bjvm018717